Bien Venito

The Game: La Tortura

Local: México

Ano: 2006


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8:40 PM
 

O Homem da Maleta




Onde diabos eu fui me meter? Tudo bem que o encontro dos dois irmãos não foi do mais perfeito nem bonito, e o prejuízo foi grande, mas eu iria pagar, se aquela vaca aceitasse, eu ainda lembro como se fosse ontem, maldita matou muitos presidentes americanos em poucos segundos, mas o pior não seria a ida lá, se bem que ela não foi nada agradável.

Acho que era noite, estava bem vestido, como sempre, poxa ao menos bom gosto eu tenho, para roupa claro, já que não presto pra escolher mulher afinal, Eu ia levar exatos 250 mil dólares para Carolina, e estavam contadinhos na maleta que eu trazia comigo, era só ela pegar deixar eu ir embora e gastar com o que quisesse quem sabe com alguns cursos de tiro.

*Olhava com um ar de superioridade para os seguranças e voltava para o carro a passos curtos, entrava no carro, e fechava a porta soltando todo o ar que mantinha naquele peitinho de pomba* Graças à santa madre!!! *falava começando a entrar na direção dos jardins, caralho de casa maior, lembrou de ter que dividir a merda do quarto com seu irmão na infância, e Antonio sempre ficava com o pior colchão, e Alejandro sempre tinha a mesma desculpa* juego limpo madre *imitava a voz do irmão enquanto parava a Mercedes próximo à porta e saia do carro segurando a maleta e mais uma vez ajeitava a camisa andando na direção da porta, parava em frente aquela coisa enorme de madeira, e demorava alguns segundos até achar a campainha, e aperta-la cuidadosamente dando uns passos para trás e olhando pra frente com o pescoço reto esperando alguém atender*

Não foi difícil passar pelos seguranças, eles tinham mais músculos do que cérebro, mas fiquei mais surpreso quando aquela menininha de sorriso fácil e o maldito cão anão metido a macho me recepcionaram, com certeza totalmente o contrário que Carolina faria, Norah pelo menos foi com educação, já o cão.

Er.. Oi!!! *Esticava seu maior sorriso, enquanto Tito começava a rosnar para o rapaz e corria para morder-lhe a beira da calça, como se fosse um perigoso inimigo, *GRRRRRRRRRRAU
O desgraçado tratou de morder uma das minhas melhores calças, mas antes um exercito desses cuscos anãos do que aquela gostosa que descia da escada, por segundos achei ter visto um sorriso no rosto dela, mas não ela me reconheceu e logo veio à bela e educada reação.

E logo começou a se aproximar, em busca dos expressivos olhos azuis de Ray, e quando percebeu quem era, a reação foi imediata.

Imediata mesmo

Caminhou a passos bruscos até os dois, e apanhou o braço de Norah, a afastando pra trás dela, e encarando Antonio ali agachada - Quem deixou este cabron entrar???!!!...Que mierda de segurança é esta????!!....- enfiou o dedo na face de Antonio - Suma de mi casa filho de uma potranca!...Anda! Vou chamar a policia! Maria chame a policia, diga que um filho de putana invadiu a casa! Agora!!! E você Norah, suba agora! - falava sem nem olhar pra menina

Cativante não? Por completa, eu já esperava essa reação, afinal cordialidade não era um dos maiores pontos de Carolina, mas ela poderia negar com todas as suas forças, mas ela sempre me ouviu, mesmo ignorando minhas palavras e respondendo de forma agressiva e nem um pouco limpa, ela me ouvia. E consegui alguns minutos do “precioso tempo dela” mas para uma mulher de negócios ela tava arrumadinha de mais para um simples jantar com a família, talvez esperando alguém, mas minha preocupação era outra.

Deu as costas e caminhou ao sofá – Você pode entrar e falar o que quiser, não vai deixar de ser um mierda pra mim!....- sentou-se ao sofá cruzando as pernas o encarando, sussurrou – Seja breve, não tenho seu tempo. Agora alguns avisos. Não fale de Norah e muito menos de La Mano Negra, se preserva seus dentes dentro da boca moleque! E também não fale do pai da menina, você não sabe o que está envolvido aqui, é um idiota que acha que é capaz de me fazer ouvi-lo! Pois bem, cá estamos, fale logo! E cumpra sua palavra e depois no me procure mais, cabron!

Sim ela me ama, a cada seis palavras oito são ameaças, ela gosta disso, gosta de se sentir por cima, mas tem outra coisa, ela sempre me ameaçou, mas nunca fez nada contra mim, não contra mim, mas contra os presidentes sim.

*comentava segurando a maleta e largando ela em cima da mesinha de centro virado para Carolina* Você diz que nou sou capaz de fazer você me ouvir, mas até agora mesmo de forma agressiva respondeu tudo que eu falei... *abria a mala revelando o dinheiro* 250 mil dólares, é menos do que você tem mais é mais do que você precisa pra recompor todo o seu bar destruído por mim e meu irmão *empurrava a maleta na direção dela* ao contrario de você na hora de julgar as pessoas... Sou justo eu estraguei e estou pagando... *cruzava as pernas e provocava rapidamente* Sus lábios dizem cabron, mas sus oros dizem ficate... *balançava a cabeça mordendo os lábios sorrindo e depois esperando você falar*

Sim acho que é mal dos Moralles, malditas piadinhas infelizes em momentos inoportunos acho que os olhos dela poderiam dizer “Hijo de uma putana” mas não ficate, mas isso não vem ao caso, eu achei que estava indo tudo bem, ela acendeu um cigarro começou a andar, jogando a bunda dela pra um lado e pro outro, eu claro, olhando, até que ela fez o que fez.

E por fim deixou o isqueiro cair sobre a maleta, pegando fogo rapidamente em algumas notas, ela voltou os olhos a ele, e sussurrou – Não quero seu dinheiro moleque! Nem com seu dinheiro, com sua alma, com o caráter que você não tem, você pagaria o nervoso que me fez passar aquele dia.

Ela não precisava da merda do dinheiro, mas acha que foi fácil explicar para Antonio que eu havia perdido 250 mil dólares em uma noite? Tenho uma cicatriz por isso.

Ela queimou os presidentes, mas tive que manter meu ego, que ela dizia eu não ter, mas se tem algo que os Moralles tem é honra, e estava provando indo na direção da saída, afinal eu ia levar o dinheiro, e agora ele pegava fogo na mesinha de centro da casa dela, triste fim para os presidentes.

*um belo discurso enquanto 250 mil dólares queimavam a alguns passos* bom eu estou indo Carolina, mas sobre eu sumir, você não me ouviu por completo, por que eu ainda não falei tudo *começava a caminhar na direção da porta dando uma tragada no cigarro e atirando pela porta aberta ainda na metade dele* mande noticias a... *não completava a frase*


Não podia completar a frase, não podia dar um fim aquilo, e hoje eu penso, antes meu fim fosse em chamas numa mesinha de centro do que o que viria a acontecer.


La Mano Negra

0 :...Do you wanna dance?...: