Bien Venito

The Game: La Tortura

Local: México

Ano: 2006


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9:25 PM
 

Primeiro Beijo no Coyote's




Acho que não existe dia mais importante para ser lembrando nestas memórias do que o dia do Primeiro Beijo. Dizem que a emoção do primeiro beijo é única, mas no nosso caso posso chamar de eterno beijo, pois a emoção o sentimento, o calor continua a ser o mesmo do primeiro.

Era uma noite agitada no Coyote’s, Carolina como sempre do alto de seu pedestal, no segundo andar observava tudo pela parede envidraçada, Carmen estava ao palco bancando a colegial e fazendo o que sabe de melhor fazer: provocar.
E não posso deixar de escrever aqui que nesta noite tive um problema com aquela criatura estúpida chamada Armand. Ele não deixo o Alejandro oferecer uma dose para o TNT por conta da casa, jogou o liquido no chão e bancou o machão. Eu lembro o que fiz:

- Eu pago!....Eu pago a dose que foi desperdiçada, e uma nova pro TNT, pode servir....

Os olhos de Armand semicerravam-se quando eu disse que pagava, Armand segurou a nota que antes eu bati contra o tampão de madeira a amassou fazendo uma pequena bola com o papel:

- Alguém chamou você na conversa, Mirrah? É assunto de homens..

E o desgraçado, colocou a bolinha do papel pelo meu decote da camiseta:

- Fique com suas gorjetas..

Se me senti humilhada? Nem um pouco, Armand não tem a capacidade nem de despertar este tipo de sentimento medíocre em mim, mas despertou a raiva no Vida Loca (Alejandro), que saltou o balcão esquecendo-se de tudo e de todos e foi atrás do homem, o segurei, e nossa, não devia ter feito isto, ou melhor devia sim:

- Por favor, esqueça isto, é questão de hierarquia, e conservar nossos empregos, já passou eu quem fui atrevida, vamos esquecer hum?...Acho que não devemos desperdiçar nosso brilho escondido com o Armand....

E aqueles olhos negros atrevidos presenciaram junto a mim a frase dele:

- Eu também acho que não....

Ele murmurava com a voz rouca ao meu ouvido enquanto o rosto que deslizava pelo meu buscando a frente, buscando casar o olhar, deixando a testa tão perto.. O nariz a roçar o meu, o hálito a se tornar denso pela boca entreaberta o corpo que começava a mover-se delicadamente no ritmo da musica que tocava:

- Alejandro, não me faça perder a cabeça...

Falei afastando suas mãos de minha cintura, mas não meu corpo do dele, falei sim com os lábios a nenhum cm dos dele, naquela altura já não sabia distinguir que coxa era a minha e que coxa era a dele, de tão colados que estávamos, sentia cada pedaço do corpo dele, e Meu Deus, era muito bom:

- O que há de mal, em se perder e se achar em mim, Mirrah?

E a boca que estava perto da minha entreabria-se me sugando o lábio, puxando para si num beijo intenso.. Num saborear do lábio superior que ele sugava com avidez, na língua que desenhava a boca, que contornava o lábio que provava o gosto da pele enquanto a barba cuidava de arranhar suavemente e a mão já me tomava pela cintura novamente puxando-me para si. Encaixando-me nele, e logo ele girou o corpo, encontrou a pilastra do bar e era onde eu senti o choque do meu corpo, no mármore frio da pilastra, tendo o corpo de Alejandro a encostar-se ao meu. A mão a tomar a nuca, a enrolar em meus cabelos:

- Alejandro....Pare de me provocar....

E dava pra para naquele momento? Quando ele puxou meus cabelos, eu gemi, bem baixo, mas bem liberta, e aquela barba, a roçar, a enlouquecer, ele estava passando dos limites, e eu também não sou de ferro, minhas mãos foram seguras e ansiosas, ao pescoço dele, segurando o mesmo com força, e logo eu afastei meu rosto, fugindo dos lábios dele, passei a língua sobre os lábios daquele homem, queria sentir seu gosto, o gosto daquela boca que me provocava todas as noites,depois levei ambas as mãos a camisa dele, e empurrei-o pra trás, enquanto girei o corpo, bati suas costas na pilastra e meu joelho direito encaixou-se entre suas pernas, o tronco colocou-se completamente ao dele, os lábios foram ao pescoço do Vida Loca, e que loucura, eu mordi a pele com força, marcando-a, depois o soltei, brusca, precisava sair dali, ou não me controlaria:

- Quando vai perder o medo de mim?

Foi o que ele falou dentro do meu ouvido, depois de ir atrás de mim e me apanhar pelas costas, me pegar daquele jeito decidido, que me fez arrepiar a pele e suar o coração, as mãos dele deslizavam pela minha cintura, abdômen, atrevidas, ergueram de leve a barra da minha camiseta desnudando um pedaço da pele, deixando que os dedos dele sentissem minha pele não mais morna, e sim quente, quente pelas caricias ousadas dele, enquanto seus lábios brincavam de descobrir minha nuca, de morder de deslizar até a parte de trás do ouvido, e morder de leve o lóbulo, ele finalmente se afastava, finalmente me deixava pensar novamente, estávamos perdidos:

- Quando você também não mais o tiver....

Deixei-o com aquela duvida, de quem na realidade tinha medo era ele, sei que tinha, seus olhos ja haviam me contado a dias, eu o sentia, sentia aquele maldito homem, a todo segundo, suas mãos ja não pareciam mais sairem de meu corpo, e nem seus lábios desencostarem do meu, parecia delirar acordada. E as conseqüências do primeiro beijo? Carmen estava conversando com Armand quando eu fui para o Camarim os vi, certamente coisa boa não devia ser, e Armand a caminho da sala de Carolina, que por aquela parede tudo deve ter visto, e obviamente não devia estar nada satisfeita. Mas, eu jamais poderia me arrepender, as conseqüências, logo viriam.
Para todos.



La Mano Negra

0 :...Do you wanna dance?...: