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9:25 PM
O Grande Golpe...
Estou escrevendo sobre algo que nunca acreditei, antes de conhecê-la, escrever sobre o amor, o amor que eu só acreditei existir no momento em que olhei para ela. Aprendi a me virar da pior maneira, errando e tomando esporro do meu irmão, Alejandro, eu considero muito ele, mesmo não admitindo para o cabeça dura. Crescemos juntos, e juntos aprendemos a nos virar na rua, quem dera nossa vida tivesse sido boa, pelo menos até a parte em que vivemos juntos. Sim não morei o tempo inteiro com meu irmão, talvez a minha saída fosse o motivo pelo qual ele guardará tanto rancor de mim, eu tinha meus 21 anos, quando demos o nosso ultimo golpe, sim eu era ladrão, mas não era um batedor de carteira sem valor, eu tinha classe, e acredito ainda ter, com um pouco menos de vigor talvez. Mas foi esse o motivo para deixar o México, queria ir para um lugar onde realmente meus “dons” poderiam ser melhor aproveitados, por isso fui para a Colômbia e lá comecei a trabalhar mais seriamente, comecei fazendo alguns trabalhos para um homem que se auto nomeava “El Bastardo” não entendi o motivo desse titulo, mas mesmo assim não viria a trabalhar muito com ele, queria algo maior, foi para isso que fui para a Colômbia, logo eu e Duarte, meu melhor amigo que veio do México para a Colômbia, começamos com “roubos de arte” literalmente, roubávamos de museus renomeados do país e fora dele também, e os vendíamos ao mercado negro ou compradores anônimos, éramos bons. Las raposas negras como a imprensa nos chamava, mas isso acabou no momento em que Duarte morreu em um desses serviços. E foi isso que me fez voltar a minha cidade natal no México, e lá encontrei o motivo pelo qual escrevo, talvez essas folhas amarelem e ninguém as leia, mas aqui tem que ser escrito sobre, diria eu, um milagre, cresci em meio a mulheres que muitos queriam ter, e nunca acreditei no amor, mas quando coloquei os olhos sobre sua pele queimada pelo sol, quando sua voz veio aos meus ouvidos, por alguns segundos eu seria capaz de largar tudo que sempre acreditei, seria capaz de parar de viver, apenas para te-la em meus braços, mas ela não era igual, talvez isso que me chamara mais a atenção, não seria com dinheiro que eu a teria em meus braços, que poderia analisar, medir e por fim sentir cada palmo do seu corpo, não desistiria dela, por que afinal, ela foi a inspiração que encontrei para escrever, do que no momento sei que sinto, amor.
La Mano Negra
0 :...Do you wanna dance?...:
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