Bien Venito

The Game: La Tortura

Local: México

Ano: 2006


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12:30 PM
 

Calor da Pele..



Estou escrevendo minhas memórias, minhas não, nossas. Resolvi escreve-las, registra-las, e divida-las, é um modo de talvez mostrar as pessoas que pode haver sim esperança na vida.
Não se trata de palavras soltas a um papel, escritas sem motivos, se trata de historia, e historia cada um tem uma, mas quando dois são um, duas historias se tornam somente uma.
È assim que o amor acontece...
Dizem que o amor cria, mas pra mim ele só unifica, tudo que já esta criado, é unificado.
Não se trata somente de uma historia de amor, ou um conto de paixão, se trata de vidas, de pessoas, personalidades e sentimentos, que se unificam.
Na vida sempre tive uma certeza, nasci para a dança, é com ela que me comunico, através dela que falo, que sinto e encanto.
Eu sei do meu dom, sei que cada pedaço do meu corpo, consegue se mover no ritmo não somente da musica, mas sim do coração, da alma de quem me assiste. Se existe uma forma maior de amar que esta, eu não conheço.
Na musica sempre encontrei todas as respostas, sempre soube desabafar através dela, sempre soube ser feliz por meio dela. Na musica encontrei família, amigos, inimigos, e o amor, não somente o amor, mas também a paixão, a mesma paixão que toma os enamorados, me toma quando subo ao palco, como se uma onda quente e macia tocasse a ponta de meus pés, e fosse subindo pelo meu corpo como a caricia de um amante, e o toque de um artista.
E eu gosto, eu gosto daquele toque, me aquece, me embala, me excita. E eu me entrego, me entrego aquele palco, aqueles olhares, aquela manifestação de vida, fecho os olhos e amo, e a sensação que tenho é que nenhum homem poderia tocar meu corpo e me fazer mais completa do que aquele toque invisível, aquelas frases mudas, aquele dom de amante, que eu chamo de dança.
Do balançar subordinado dos quadris, ao movimento circular da cintura, sei que todos me olham, e no fundo me desejam.
E o que eu desejo?
Está no palco? Está na platéia?
Acho que eles não se preocupam em perguntar, mas dizem que é o dom de um anjo o que tenho para conseguir desviar os olhos deles do meu corpo a meus olhos, e assim hipnotiza-los.
Os olhos de uma dançarina contam tudo, uma pena que os pobres não o saibam ler.
Mas ele soube, ele descobriu, e me mostrou uma nova forma de amor que eu nunca antes pude conhecer.
O amor na dança, e se eu achava que o toque da musica sobre minha coxa era excitante, é porque ainda não havia sentido suas mãos, que subiam pela minha coxa, desnudavam minha pele, e se atreviam pelas minhas curvas.
E se pensava que o balançar sozinha na ponta dos pés me fazia mágica, não sabia que o balançar em seus braços me faria divina.
E não mais sinto com ele em nosso palco, minha pele quente, mas sim meu corpo fervendo, em uma chama que se alastra, que me consume, que quase me faz suplicar para que ele cole seu corpo ao meu, e mostre que desta junção pode somente se tornar um.
E também nem podia imaginar que esfregar minha pele a dele poderia ser a única coisa que eu iria querer pro resto de minha vida.
E não mais seria somente apaixonada pelo palco, não mais somente amante da musica.
Mas agora seria inteiramente, completamente, cegamente, dolorosamente e amorosamente, dele....


La Mano Negra

0 :...Do you wanna dance?...: