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8:40 PM
O Homem da Maleta
Onde diabos eu fui me meter? Tudo bem que o encontro dos dois irmãos não foi do mais perfeito nem bonito, e o prejuízo foi grande, mas eu iria pagar, se aquela vaca aceitasse, eu ainda lembro como se fosse ontem, maldita matou muitos presidentes americanos em poucos segundos, mas o pior não seria a ida lá, se bem que ela não foi nada agradável.
Acho que era noite, estava bem vestido, como sempre, poxa ao menos bom gosto eu tenho, para roupa claro, já que não presto pra escolher mulher afinal, Eu ia levar exatos 250 mil dólares para Carolina, e estavam contadinhos na maleta que eu trazia comigo, era só ela pegar deixar eu ir embora e gastar com o que quisesse quem sabe com alguns cursos de tiro.
*Olhava com um ar de superioridade para os seguranças e voltava para o carro a passos curtos, entrava no carro, e fechava a porta soltando todo o ar que mantinha naquele peitinho de pomba* Graças à santa madre!!! *falava começando a entrar na direção dos jardins, caralho de casa maior, lembrou de ter que dividir a merda do quarto com seu irmão na infância, e Antonio sempre ficava com o pior colchão, e Alejandro sempre tinha a mesma desculpa* juego limpo madre *imitava a voz do irmão enquanto parava a Mercedes próximo à porta e saia do carro segurando a maleta e mais uma vez ajeitava a camisa andando na direção da porta, parava em frente aquela coisa enorme de madeira, e demorava alguns segundos até achar a campainha, e aperta-la cuidadosamente dando uns passos para trás e olhando pra frente com o pescoço reto esperando alguém atender*
Não foi difícil passar pelos seguranças, eles tinham mais músculos do que cérebro, mas fiquei mais surpreso quando aquela menininha de sorriso fácil e o maldito cão anão metido a macho me recepcionaram, com certeza totalmente o contrário que Carolina faria, Norah pelo menos foi com educação, já o cão.
Er.. Oi!!! *Esticava seu maior sorriso, enquanto Tito começava a rosnar para o rapaz e corria para morder-lhe a beira da calça, como se fosse um perigoso inimigo, *GRRRRRRRRRRAU O desgraçado tratou de morder uma das minhas melhores calças, mas antes um exercito desses cuscos anãos do que aquela gostosa que descia da escada, por segundos achei ter visto um sorriso no rosto dela, mas não ela me reconheceu e logo veio à bela e educada reação.
E logo começou a se aproximar, em busca dos expressivos olhos azuis de Ray, e quando percebeu quem era, a reação foi imediata.
Imediata mesmo
Caminhou a passos bruscos até os dois, e apanhou o braço de Norah, a afastando pra trás dela, e encarando Antonio ali agachada - Quem deixou este cabron entrar???!!!...Que mierda de segurança é esta????!!....- enfiou o dedo na face de Antonio - Suma de mi casa filho de uma potranca!...Anda! Vou chamar a policia! Maria chame a policia, diga que um filho de putana invadiu a casa! Agora!!! E você Norah, suba agora! - falava sem nem olhar pra menina
Cativante não? Por completa, eu já esperava essa reação, afinal cordialidade não era um dos maiores pontos de Carolina, mas ela poderia negar com todas as suas forças, mas ela sempre me ouviu, mesmo ignorando minhas palavras e respondendo de forma agressiva e nem um pouco limpa, ela me ouvia. E consegui alguns minutos do “precioso tempo dela” mas para uma mulher de negócios ela tava arrumadinha de mais para um simples jantar com a família, talvez esperando alguém, mas minha preocupação era outra.
Deu as costas e caminhou ao sofá – Você pode entrar e falar o que quiser, não vai deixar de ser um mierda pra mim!....- sentou-se ao sofá cruzando as pernas o encarando, sussurrou – Seja breve, não tenho seu tempo. Agora alguns avisos. Não fale de Norah e muito menos de La Mano Negra, se preserva seus dentes dentro da boca moleque! E também não fale do pai da menina, você não sabe o que está envolvido aqui, é um idiota que acha que é capaz de me fazer ouvi-lo! Pois bem, cá estamos, fale logo! E cumpra sua palavra e depois no me procure mais, cabron!
Sim ela me ama, a cada seis palavras oito são ameaças, ela gosta disso, gosta de se sentir por cima, mas tem outra coisa, ela sempre me ameaçou, mas nunca fez nada contra mim, não contra mim, mas contra os presidentes sim.
*comentava segurando a maleta e largando ela em cima da mesinha de centro virado para Carolina* Você diz que nou sou capaz de fazer você me ouvir, mas até agora mesmo de forma agressiva respondeu tudo que eu falei... *abria a mala revelando o dinheiro* 250 mil dólares, é menos do que você tem mais é mais do que você precisa pra recompor todo o seu bar destruído por mim e meu irmão *empurrava a maleta na direção dela* ao contrario de você na hora de julgar as pessoas... Sou justo eu estraguei e estou pagando... *cruzava as pernas e provocava rapidamente* Sus lábios dizem cabron, mas sus oros dizem ficate... *balançava a cabeça mordendo os lábios sorrindo e depois esperando você falar*
Sim acho que é mal dos Moralles, malditas piadinhas infelizes em momentos inoportunos acho que os olhos dela poderiam dizer “Hijo de uma putana” mas não ficate, mas isso não vem ao caso, eu achei que estava indo tudo bem, ela acendeu um cigarro começou a andar, jogando a bunda dela pra um lado e pro outro, eu claro, olhando, até que ela fez o que fez.
E por fim deixou o isqueiro cair sobre a maleta, pegando fogo rapidamente em algumas notas, ela voltou os olhos a ele, e sussurrou – Não quero seu dinheiro moleque! Nem com seu dinheiro, com sua alma, com o caráter que você não tem, você pagaria o nervoso que me fez passar aquele dia.
Ela não precisava da merda do dinheiro, mas acha que foi fácil explicar para Antonio que eu havia perdido 250 mil dólares em uma noite? Tenho uma cicatriz por isso.
Ela queimou os presidentes, mas tive que manter meu ego, que ela dizia eu não ter, mas se tem algo que os Moralles tem é honra, e estava provando indo na direção da saída, afinal eu ia levar o dinheiro, e agora ele pegava fogo na mesinha de centro da casa dela, triste fim para os presidentes.
*um belo discurso enquanto 250 mil dólares queimavam a alguns passos* bom eu estou indo Carolina, mas sobre eu sumir, você não me ouviu por completo, por que eu ainda não falei tudo *começava a caminhar na direção da porta dando uma tragada no cigarro e atirando pela porta aberta ainda na metade dele* mande noticias a... *não completava a frase*
Não podia completar a frase, não podia dar um fim aquilo, e hoje eu penso, antes meu fim fosse em chamas numa mesinha de centro do que o que viria a acontecer.
La Mano Negra
0 :...Do you wanna dance?...:
12:38 PM
Uma dia na Casa dos Garcias

O que é passar um dia na casa dos Garcias. Sinceramente eu às vezes acho que a mim e ao Manollo falta um parafuso, pois às vezes não pensamentos, não raciocinamos como no outro dia. Eu estava na área de lazer de nossa casa, na minha adorada cadeira de repouso em frente à piscina tomava um sol gostoso, sentindo o meu corpo bem relaxado, naquele dia resolvi usar um maio de cor negra muito belo e obviamente de um grife muito cara, a qual nem vale a pena citar, afinal devem ser poucos os privilegiados o bastante para conhecê-la, ao meu lado uma mesinha com uma batida de abacaxi, meu bronzeador. Manollo não estava em casa, aliás, onde será que ele estava? Bom não importava que ao menos me trouxesse um perfume importado desta viagem, lembrancinhas sempre eram vitais para o bom andamento do nosso casamento. Foi quando senti que algo encobria meu sol, e quando puder ver percebi que era o jardineiro, e de fato ele tinha beleza, alto e moreno, aqueles tipinhos fortes que nos pega pelos cabelos e fazem tudo que os maridos só fazem com as prostitutas com medo de a mulher reprimir ou de se sentir um grosso. Bem mas ele tinha um defeito muito grande e inaceitável: Era pobre, e como todo pobre era defeituoso. Bom eu então resolvi fazer um escandalosinho básico, para apimentar a minha relação e a do Manollo, quando ele chegou, exigi que ele demitisse o jardineiro, ele não quis, usei meus truques: - Vai deixar que um jardineiro tarado fique na mesma casa que seu amore?....- Roberta fez um novo biquinho, e levou o dedo indicador ao liquido do copo que Manollo segurava, sempre bebia ao chegar a casa, para relaxar, mexendo ao mesmo, depois levou este a boca, envolvendo ele com os lábios e sorvendo o liquido de leve, afastou o dedo da boca, e aproximou o rosto do dele, levando uma mão à nuca dele sussurrou - Acho melhor você rever o que você falou meu amor, a cidade está cheia de jardineiros que não são tarados como este, acho que você pode perfeitamente arrumar um que não fique olhando meus seios... - retirou o copo da mão dele e levou aos lábios, bebendo todo o líquido, bateu o copo ao balcão, e logo estendeu os braços pra trás de costas pra ele, deixando o roupão cair ao chão, e exibindo o belo corpo, e as costas nuas que o maio contornava em um belo desenho, e caminhou até a escada, subindo a mesma, deslizava a mão pelo corrimão olhando Manollo de canto de olhos sussurrou - Faça o que a mamãe Roberta quer, e Papai Manollo terá uma noite maravilhosa, ou.....uma noite infernal.....- subiu as escadas indo a seu quarto - Roberta. Ele não é um tarado. Carlito é um bom rapaz e tem carta de recomendação. Ele não. - e a voz morria quando ela aproximava o rosto e levava a mão à nuca de Manollo, falando novamente sobre os jardineiros que estavam disponíveis na praça, a atenção já começava a ser vendida a preço de banana. E lá ia Roberta subindo para o quarto para falar de sua noite.. E se bem conhecia sua esposa, sabia bem a diferença para ela de maravilhosa ou infernal. Olhou o cálice vazio da bebida e começou a caminhar escada acima E começou o joguinho, adoro joguinhos, apimentam a relação, mesmo os pobres podem ter joguinhos de sedução, basta eles juntarem as economias, a mulher comprar uma camisola mais cara que a própria alma dela e o homem juntar o salário para pagar um hotelzinho de quinta. Entrei no quarto tranquei a porta na cara de Manollo, e então o joguete começou: - Manollo, quer a tira? Demite o jardineiro... - foi o que Roberta disse após ter aberto somente uma frestada porta, apenas para deixa Manollo ver uma das coxa de Roberta ser exibida a porta, presa a esta estava uma tira de renda, bem presa a coxa, ele conhecia o joguinho "Conquiste a tira e terá o resto"...Ela queria algo, e enquanto ele não desse, a tira ia ficar lá e ele do lado de fora. - E tem mais, já leu o jornal? Sabe aquele diplomata milionário, que ficou me cantando na última festa que a Carolina deu?...Então meu amor, ele ta viúvo, então é melhor... Demitir a droga do jardineiro tarado logo, pois duvido que ele deixe qualquer um tocar em sua mulher e fica quieto como um cachorro a abanar o rabo pros empregados....- foi a ultima frase de Roberta antes de bater em definitivo a porta na cara de Manollo e ele ainda pode ouvir - Quero a rescisão do contrato dele embaixo da porta, quando a tiver, eu abro a porta...e rasgo o jornal! Manollo nunca obrigou o contador a fazer uma rescisão tão rápida, e o homem nunca teve de passar um fax tão rápido em sua vida, e o empregado que trouxe o papel a Manollo quase tropeçou nas escadas, mas finalmente o fax apareceu abaixo da minha porta, apanhei o papel delicadamente e o verifiquei, e naquele meio tempo que o fax não chegou, coloquei uma camisola vermelha de seda que o Manollo ama, apenas para provocar ele ainda mais, longa sem qualquer abertura, marcando bem o corpo e principalmente os seios que ele aprecia tanto. - Ótimo... - Roberta levou a mão à tira de renda a retirando e abriu a porta, vendo Manollo a sua frente, antes que ele pudesse falar qualquer coisa, ela colocou a tira a boca dele a tapando, e levou as mãos a sua camisa, segurando na gola dela, o puxou pra dentro do quarto com tudo, fechando a porta em um chute, caminhando de costas na direção da cama, até que deixou o corpo cair, puxando-o junto, retirou a renda da boca dele e sussurrou - Hum, a mamãe te ama... A mamãe ama o papai...- aproximou os lábios mordiscando os dele...- e logo o empurrou pro lado retirando-o de cima dela, ergueu-se em um pulo - Comprei algo pra gente...Você vai adorar...- caminhou correndo até a gaveta e retirou de lá um par de algemas, ficou os sacudindo frente a face de Manollo, sussurrou - Quer domar a mamãe? Para que ela não seja mais tão atrevida hum?
Ah mas papai também adorava brincar: - Roberta. Eu não tenho tempo para brincadeiras. - Manollo tentava explicar a mulher que aquilo não era hora. Que estava quase atrasado, mas logo podia vislumbrar o brilho da algema diante de seus olhos, mas que diabos ela pensava agora? Em amarrá-lo dentro de casa? Mas o sorriso vinha fácil ao rosto quando ela lhe perguntava se ele queria domar a mamãe. Ele dobrava a manga da camisa para cima, erguendo-se da cama, e retirava o cinto lentamente - A mamãe foi muito... Muito. Muito. Atrevida. - batia o cinto dobrado na mão de leve, ora ora.. Ainda tinha tempo para uma brincadeirinha Pois bem, foi um espetáculo de mamãe e papai para empregado nenhum botar defeito, Manollo enlouqueceu, pegou a cinta, me despiu, me deu uma lição, cintadas nas nádegas, depois ele fez amor comigo na mesa, no beiral, depois na mesa, depois no beiral, depois me algemou, depois me currou no beiral, depois na mesa, depois ah, bom acho que foi no beiral, e por Deus, os empregados estavam suados depois de ver mamãezinha nua, e papaizinho a cuidar dela e dar-lhe uma boa lição, no auge disto tudo Manollo esquecia de todos seus compromissos e eu esquecia de meu pudor. - Sim mamãezinha foi gostoso. - Manollo murmurava entre o mordiscar dos lábios que Roberta lhe oferecia, sentia como se o mundo estivesse a girar sobre seus pés e era sempre assim... Sempre assim com Roberta, por isso nunca a trocava por uma puta de luxo mais barata, ou até mais cara. Não seria como Roberta que fazia suas vontades, no fundo porque queria e lhe aprazia. Havia prazer maior do que o acabava de ter? Curra-la? Difícil dizer, todas às vezes todas as formas o levavam ao êxtase, sentiu o corpo dela fraquejar, o dele também. E havia funcionários que já haviam deixado o lugar do espetáculo e ido para o quarto, talvez para repetir os atos do patrão, talvez para masturbar-se pelos seios de Roberta, quem sabe. Manollo deixou-se cair deitado ao chão abraçado a Roberta que ainda estava nua. Tendo a respiração a tentar se acalmar - Papai trouxe um presentinho pra mamãe. Ah ele tinha que dizer a palavra mágica? Presente fiquei afoita, me ergui saindo dos braços dele, e parecia uma louca atrás de meu presente e ainda não me dava conta que estava nua na sacada, tudo que tínhamos feito, a louça que havíamos derrubado da mesa ao chão, o quanto aquilo nos custaria. Importava? Não, agora eu só queria o meu presente, mas nem tudo são flores. - MIERDA!!! Eu estou atrasado, Roberta. - Manollo erguia-se de um salto e entrava no quarto, mas lembrava que ela estava ali na sacada e voltava para busca-la entre os braços - Eu tenho que sair agora para uma reunião com Armand..- respirava fundo, segurando-a pelo braço - Eu não vou me demorar hm? Façamos assim. Eu irei para a reunião e na volta te apanho para que possamos jantar no Maximu's. que tal? E eu te entrego o seu presente hm? - virava-se sem esperar a resposta e entrava no banheiro - Use seu vestido mais lindo Roberta. - Claro meu amor, eu vou estar te esperando, só que no Clube das Mulheres! Peça pra mandarem me chamar que eu saio e nos vamos ao Maximu's, vou sair com minhas amigas e tem mais, eu realmente vou colocar meu melhor vestido! Minha melhor maquiagem e vou sem calcinha!.... Foram minhas ultimas palavras antes de colocar meu roupão, apanhar todas as minhas coisas e chamar o motorista. E se Manollo foi me buscar lá no clube das mulheres? Óbvio que foi, papaizinho e mamãezinha ainda brincaram muito naquela noite.
La Mano Negra
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